Do Outro Lado da Cerca: Crystalis – Parte 1 de 2

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Voltamos com Do Outro Lado da Cerca! Desta vez trago o Crystalis, um RPG clássico do NES, que deve ser experimentado por todos os fãs da era 8 bits! Está dividido em dois posts – o abaixo, sobre o jogo em si, e em breve postarei a segunda parte, sobre a conversão do jogo para Game Boy Color. Me deu a liberdade de adicionar uma surpresinha no final de cada um dos dois artigos 😉 – Verythrax.

Por Robert Greene – 3 de Maio de 2006

Crystalis / God Slayer: Haruka Tenkū no Sonata (ゴッド・スレイヤー はるか天空のソナタ) – NES, 1990

Conhecido no Japão como Godslayer: Sonata of the Far Away Skies (Godslayer: Sonata dos Céus Distantes), Crystalis foi desenvolvido pela SNK. O jogo é essencialmente um clone do Zelda para o NES, mas expandiu tanto a fórmula da Nintendo que em muitas vezes, é um jogo melhor. Como resultado, Crystalis é lembrado como um dos melhores entre os primeiros RPGs de ação, ultrapassando quase todos os seus rivais em termos de jogabilidade, conseguindo até uma posição entre os “Top 100” jogos, eleitos pela Nintendo Power, na centésima edição da revista.

No distante de ano de 1997 (que deveria ser algo distante quando este jogo foi lançado em 1990), o mundo mergulho em guerras, tirando o planeta do seu eixo e causando terríveis mutações. Naturalmente, todo estes caos resultou na quase extinção da humanidade. Os sobreviventes construíram uma torre no céu com poder de fogo suficiente para governar – ou até destruir – o mundo, como proteção contra futuros cataclismos.

Depois que o prólogo do Crystalis acaba, a primeira coisa que você vê é um computador ligando, que então pergunta o seu nome. Você se levanta do seu sono criogênico, e descobre que 100 anos se passaram. A humanidade ergueu-se novamente, e quase todos os aspectos de tecnologia  foram abandonados em favor da magia. Mas problemas ainda estão à espreita – o maligno Império de Draygonia está tentando tomar a torre para os seus próprios fins, e apenas você é capaz de encontrar as quatro espadas elementais necessárias para criar a arma lendária chamada Crystalis. Durante ao jogo você aprende mais sobre si mesmo, a torre e as ambições do Império e daqueles que lutam contra ele, numa história surpreendentemente bem desenvolvida, especialmente quando a narrativa dos jogos de RPG para consoles ainda estava engatinhando. Pelo caminho você encontra uma garota chamada Mesia, que também estava em sono criogênico por volta do mesmo tempo que você. Como resultado, ela também é cobiçada pelo Imperador Draygon. Você também faz amizade com um herói chamado Stom e um sábio chamado Azteca. O jogo conta com onze cidades, cinco espadas, oito magias e um vasto bestiário de inimigos e vastos labirintos à serem explorados.

Diferentemente de The Legend of Zelda, seu personagem ganha níveis por vencer inimigos. seu personagem começa no nível 1, equipado com a Espada do Vento. Poelo caminho, você encontra mais espadas, com poderes diferentes. Estas espadas elementais podem ser carregadas, segurando-se o botão B para disparar as cargas. Até 3 níveis de poder podem ser alcançados em cadas espada, utilizando-se os itens apropriados. Cada uma das espadas pode ser usada para vencer variados obstáculos, como destruir barreiras e congelar rios. Você pode ganhar até 16 níveis de experiência (juntamente com os tradicionais 255 HP e MP, e 65535 de ouro). Subir de nível é suficientemente fácil, mas você provavelmente vai querer gastar um tempinho fazendo grinding para garantir que estará preparado.

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Crystalis

As oito magias incluem duas magias de cura que recuperam energia e status, uma magia de teleportação, e outras, que permitem atordoar inimigos (e até moradores das cidade, quando necessário). Você também pode mudar de forma (o que é bem divertido), comunicar-se telepaticamente com os quatro sábios que são seus guias, criar barreiras para impedir dano, ou invocar asas invisíveis que tem permitem voar sobre buracos e outros obstáculos perigosos. Magias são obtidas em certos momentos-chave  do jogo, mas elas consomem MP quando utilizadas. Você tem que quer cuidado ao balanceá-las, pois os golpes mais poderosos de espada também drenam MP.

Há também o usual arsenal de escudos, armaduras e ervas medicinais. Você também pode obter um par de botas de warp para viajar entre as cidades e também poderosa “opal statue” que serve como ponto de retorno para o infeliz herói que ficar sem HP. Há também várias flautas, máscaras, botas e anéis para se usar e equipar, que aumentam seus stats, mostram passagens secretas, permite escalar geleiras e até andar por pântanos venenosos. Os preços das armas, armaduras e itens inflacionam à medida que você avança no jogo, e certos itens só podem ser comprados em certas cidades em certos momentos.

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Crystalis

O jogo começa de forma bem linear, mas você pode explorar mais à medida em que progride no jogo. As cidades e as pessoas que as habitam começam à mudar mais pra frente, e novas áreas aparecem que você não é obrigado à explorar, mas contêm itens cruciais para a sua vitória. O único ponto em que você não pode retornar para uma área anterior é quando você entra no finalíssimo labirinto do jogo. Não existe nenhum quebra-cabeça no estilo do Zelda, mas encontrar todos os itens necessários requer alguma exploração. Felizmente, a magia de telepatia geralmente te aponta a direção correta, então geralmente não é tão problemático. A jogabilidade é fluída e os controles são sólidos. Seu herói se move e ataca com rapidez, dando um ritmo mais rápido que o habitual num RPG. A única coisa chata é que você tem que ficar parado para conseguir carregar suas espadas. Pode ser um pouco incômodo ficar trocando suas espadas, já que certos inimigos não podem ser feridos por certas espadas. Inimigos normais podem atacar ao mesmo tempo e causar bastante dano, e quando você é atacado por um grupo de inimigos que é vulnerável à uma espada diferente, você precisa improvisar (um som de “ping” significa que nenhum dano foi causado –  ou por estar num nível muito baixo, ou por imunidade elemental). O jogo pode ser bem desafiador, especialmente para um jogador de primeira viagem, já que tanto os inimigos normais quanto os chefes podem ser difíceis. Chefes apresentam um cenário complicado e a maioria deles são imunes à todos menos um dos quatro elementos (felizmente, à menos que você trapaceie, você não pode enfrentar um chefe que seja imune à sua seleção atual de armas). Você passa a maior parte do tempo correndo, batendo e atirando em inimigos, mas tem uma área bem legal onde você viaja montado num golfinho, uma das minhas partes favoritas do Crystalis.

A música fica na cabeça – as músicas das montanhas, Shryron Town, do oceano e das pirâmides são as que mais chamam a atenção. Os gráficos são coloridos, mas há bastante “palette swapping” entre inimigos e cenários. O herói de cabelo rosa pode parecer exagerado e diferentes áreas terem só cores diferentes, mas o jogo nunca é feio. Alguns designs parecem ser inspirados no Nausicäa de Hayao Miyazaki, especialmente um do chefes insetos que é idêntico ao Ohmu.
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Crystalis

Links

Game Club 199X Episode 11 Our podcast about the experience of playing Crystalis.
Tom’s Crystalis World Site dedicado ao jogo.

Galeria

Introdução do Jogo

Vídeos

…e mais um monte de reviews 😉

E Uma Surpresa!

Versão orquestrada das músicas do jogo! :O

Em Breve: Crystalis para Game Boy Color!

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2 comentários sobre “Do Outro Lado da Cerca: Crystalis – Parte 1 de 2”

  1. Muito bom!
    Confesso que eu não conhecia esse jogo, mas lendo a matéria e vendo as fotos fiquei muito curioso!!

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