Review de Snake’s Revenge (1991, NES)

Artigo originalmente publicado no site Hardcore Gaming 101.

PLATAFORMA: NES
PUBLISHER: Ultra
DESENVOLVEDOR: Konami
GÊNERO: Ação/Aventura
NÚMERO DE JOGADORES: 1
ANO: 1991
REVIEW ESCRITO POR: Kurt Kalata 

Eu sempre quis experimentar Snake’s Revenge, a continuação do Metal Gear, da Konami (bem, tecnicamente Ultra). E apesar de certamente não ser um jogo ruim, eu não posso dizer que ele faz jus ao jogo anterior.

Novamente, você assume o papel de Solid Snake. O Colonel CaTaffy, que tentou dominar o mundo antes, ao criar o “Metal Gear” (um robô com capacidades termonucleares) agora somou juntou forças com Higharolla Kockamamie para tentar dominar o mundo novamente. E dois amigos do Snake foram mortos por esses caras, então desta vez a coisa é pessoal (bem, isso explica o título, pelo menos).

Para aqueles que não estão familiarizados com o Metal Gear original, o jogo é um adventure não-convencional. Apesar de á primeira vista parecer similar ao Zelda, mas num contexto moderno, o jogo é na verdade bem diferente. O jogo tem ênfase na furtividade – ao invés de sair correndo e atirando em todo mundo, espera-se que você se esgueire por entre os guardas inimigos para realizar certas tarefas, achar novos ítens e armas, infiltrar-se na base inimiga e eventualmente termine o jogo. Há um sistema de passwords que permite que você continue de onde você parou.

Bem, é disso que o jogo original se trata. Infelizmente, eles decidiram mudar um pouco a fórmula desta vez.. O jogo ainda tem o mesmo elemento de furtividade, mas às vezes é absolutamente impossível passar pelos inimigos desapercebido. Logo no começo do jogo, quando você está achando o seu caminho pela selva, existem inimigos escondidos em pequenos helicópteros. Praticamente não há como passar destes caras sem ser visto. E quando você é avistado, uma legião de soldados com turbantes virá para silenciar você. Também existem momentos onde você simplesmente anda num lugar errado da tela e chama a atenção dos inimigos, sem realmente fazer nada de errado. Do que adianta tentar ser furtivo se você vai ser visto não importa o que fizer?

O jogo tem uma interface e ritmo parecidos com o original,  mas como você é visto com mais frequência, a idéia não funciona direito. Snake é um pouco lento e só pode se mover e atirar nas quatro direções básicas. Mas seus inimigos se movem rapidamente, e podem atirar em qualquer direção, atirando com precisão e sempre atacando em quantidade. É bem difícil se mover e matar todos estes caras sem levar nenhum dano.

Por algum motivo idiota, sequências de ação horizontal foram adicionadas em vários momentos. O controle nestas partes não é muito bom, além do fatos destas fases serem realmente chatas. Na maior parte do tempo que você está à vista do inimigo, você tem que se abaixar. bem, você não pode atirar quando estiver abaixado, apenas dar facadas (o que é inútil) e plantar explosivos (o que também é inútil). E nas vezes em que o inimigo está num plano vertical mais baixou que você, é quase impossível de pular para baixo e despachá-lo antes que eles te vejam. De maneira geral, estas sequências diminuem a diversão do jogo, mas elas não são muito frequentes.

Existem outros problemas também. Quando você resgata um certo número de reféns, você é promovido. O que significa que a sua barra de energia fica maior. Mas isso não ajuda em nada, pois inimigos de rank maior virão atrás de você quando você for descoberto e as balas deles causam mais dano. Comida e munição também são escassas, mas os designers compensaram isso fazendo os inimigos deixarem estes ítens ocasionalmente quando você os mata à socos. Finalmente, a maioria das pessoas que jogaram Metal Gear sabe que você pode estocar ítens saindo e entrando várias vezes na mesma sala. mas os novatos não sabem disso. Por exemplo, quando você encontra o tanque de oxigênio, você primeiramente vai pensar que só precisa de um. Assim que você chegar numa área em que você precisa dele, você acaba descobrindo que você precisa de dois ou três para sobreviver. Que ótimo. E finalmente, há aquele lugar onde você reaparece depois de morrer. Parece que o jogo “salva” quando você passa por certas áreas, então quando você morre, você volta para lá com todos os ítens que você tinha no momento em que você cruzou aquele ponto. Isso pode ser bom se você trouxe alguns ítens novos, mas pode ser ruim se você já usou todas as suas rações.

Há também algumas novas adições. Infelizmente só há uma arma nova (a poderosa shotgun) mas as granadas, mísseis de controle remoto, metralhadoras e outras favoritas ainda estão presentes. Você também tem uma faca para o combate corpo à corpo, mas você ainda pode usar os seus punhos. O velho tranceiver, onde você recebe dicas de seus aliados também está presente. Ele é vital no começo do jogo – ao invés de correr para dentro da base inimiga, você precisa ouvir as mensagens de transciever de um de seus colegas, esconder-se na entrada da base e ele se deixará ser capturado. Daí então você pode entrar. Existem umas reviravoltas interessantes também (como quando você tenta salvá-lo, mas acaba descobrindo que as mensagens foram na verdade enviadas por um espião).

Há também uma variedade maior de cenários. Além das já conhecidas áreas de selva e dentro de prédios, voc6e também deve achar o seu caminho num trem e num navio. Isto é algo que dá ao jogo visuais mais distintos para lugares diferentes. Eu particularmente gosto de me esquivar das luzes de busca no começo do jogo, mesmo que certas vezes seja impossível deixar de ser visto.

Os gráficos são muito  mais limpos, mesmo com Snake parecendo um idiota. Infelizmente, com os gráficos melhorados, o jogo perdeu algo do clima escuro do original, o qual eu gostava bastante. As músicas, em compensação, são juito boas, especialmente na selva. Um grito quando os inimigos veêm você teria sido legal, mas isso já seria pedir demais.

Snake’s Revenge é a sua típica continuação de jogo – ela se esforça demais para tentar ser melhor que o seu antecessor, mas não consegue fazê-lo. Tornar o jogo mais orientado à ação realmente não deu muito certo. E apesar de eu ter gasto a maior parte deste review reclamando, este ainda é um jogo divertido de se jogar, mesmo que as mortes constantes e ter que jogar várias vezes as mesmas partes seja um tanto enervante.

GRÁFICOS:               7
SOM/MÚSICA:             8
CONTROLES/JOGABILIDADE: 6
NOTA GERAL:             7

Vídeos

Gameplay:

Playthrough:

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