Especial Gradius, Parte 10: Gradius Rebirth

Gradius Rebirth – Wii (2009)

Gradius Rebirth – lançado como um título para WiiWare em 2008 – é um nome um tanto inapropriado. É tentador chamá-lo de “Gradius Rehash”, já que ele se baseia e muito em elementos reciclados dos jogos anteriores, em quantidade maior que a usual. Além disso, Gradius IV tem como subtítulo “Fukkatsu”, o que basicamente significa a mesma coisa.

Pelo menos eles melhoraram os gráficos desta vez. Gradius Rebirth foi criado para parecer e soar como um jogo de arcade da Konami do começo dos anos 90, a época de Gradius II. Este estilo de design retrô funcionou no Mega Man 9, já que a maioria dos fãs da série clássica concordam que o ápice da série ocorreu no segundo ou terceiro jogo para o NES. Por outro lado, a maioria das pessoas considera Gradius Gaiden o pináculo da série (pelo menos no sentido clássico, sem considerar a direção tomada em Gradius V). A oportunidade de se fazer um jogo “antigo” fica parecendo aqui uma solução barata.

E sim, algumas fases parecem um pouco sem inspiração, apesar de haver algumas reviravoltas neles. Há outra réplica da primeira fase de Gradius, com a esceção que você destrói um painel de controle que o torna branco como neve ou o incendeia em chamas. Não chega nem perto da beleza do buraco negro de Gradius Gaiden, mas é bacana. Há também outra fase biológica a la Life Force, uma fase Moai, uma fase no deserto (com plataformas negras aparentemente roubadas da fase estilo HR Giger do Gradius II), e a obrigatória fase final na base mecânica. Todos estes são um pouco baseados nas fases do primeiro jogo para Gameboy. A maior falha do jogo é que ele só tem cinco fases – o jogo termina logo quando está começando a esquentar, mas também não podemos esperar muito de um jogo para download que custa apenas 1000 points. Pelo menos ele tem um punhado de fases extras (e curtas), assim como vários finais diferentes, e as fases mudam à cada loop pelo jogo.

Mas apesar de todas as reclamações sobre a sua falta de originalidade, Gradius Rebirth é ainda um jogo muito bem projetado. Ele consegue manter um melhor equlíbrio de dificuldade que qualquer um dos jogos arcade originais, especialmente nas fases de menor dificuldade, onde power orbs extras são fornecidos quando você morre. No modo arcade padrão, você conta com créditos infinitos e pode reiniciar o jogo de qualquer checkpoint, da mesma forma que nos ports de GraGradius III & IV para PS2 e Gradius Galaxies. Existe também um modo de Score Attack, que te desafia à terminá-lo num crédito só.

Existem algumas áreas bem boladas também, particularmente a área antes do chefe da segunda fase. Você precisa abrir caminho à tiros por umas vinhas, mas ao mesmo tempo você é perseguido por bolhas cor-de-rosa. Se você fizer seu caminho pelas vinhas corretamente, elas ficaram presas, protegendo voc~e do perigo. A pegadinha é que cada uma destas bolhas te dá um power orb – e você está sendo perseguido por mais de uma dúzia delas de cada vez. Se você for rápido o suficiente para mergulhar por entre as vinhas, espere até que elas peguem os orbs, e então atire para trás para destruí-las, para que você possa se armar completamente.

Mas provavelmente o melhor de tudo é que Gradius Rebirth é uma grande carta de amor aos fãs dos jogos para MSX. Ele traz de volta o piloto James Burton e o imperador Bacterion de cara verde, que só foram vistos nos títulos para o computador. O computador da Vic Viper até parece um pouco com o velho Metal Gear Mk.2 do Snatcher, como um “fan service” extra. Quase todas as músicas vieram dos jogos para MSX, rearranjadas para utilizar os mesmos instrumentos dos Gradius II e III. Algumas outras músicas vieram da versão para Famicom do Gradius II e até mesmo de Gradius II: The Interstellar Assault, o segundo jogo para Gameboy. Todas as músicas foram compostas por Manabu Namiki,o compositor de vários jogos da Cave, sendo uma referência por excelência em trilhas sonoras de jogos de tiro “old school”. Apesar de contar apenas com três configurações de armas no começo, você poder destravar outras ao terminar o jogo, incluindo o retorno de armas à muito esquecidas, como o laser Up.

Gradius Rebirth não foi desenvolvido dentro da Konami, mas foi sim feito pela M2, a mesma empresa responsável por boa parte da emulação para o Virtual Console do Wii, e também desenvolveu o Fantasy Zone II DX para a coleção Sega Ages para PS2. Ele parece um pouco incompleto, mas ainda sim eles fizeram um ótimo trabalho replicando Gradius, mas ao mesmo tempo trazendo vários detalhes legais para os fãs mais aintigos da série.

Veja mais fotos de  Gradius Rebirth na galeria no fim deste artigo.

MP3s

Baixe Aqui

Heavy Blow
The Position Light
Moonspin
The Ruins

Vídeos

Trailer

Intro

Primeira e Segunda Fases

Galeria

Semana que vem: Salamander/Life Force!

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