Especial Gradius, Parte 9: Gradius V

Gradius V – PlayStation 2 (2004)

Depois do um tanto decepcionante Gradius IV, algumas pessoas poderiam dizer que a série precisava de uma renovada. Por isso a Konami trouxe os veteranos em criar jogos fantásticos da Treasure para fazer o Gradius V. Na superfície, ele se parece com os jogos anteriores, mas conta com inúmeras mudanças que alteraram drasticamente o seu modo de jogar.

O jogo é ainda em 2D é claro, mas todos os gráficos são em 3D, graças ao engine gráfico fornecido pela G.Rev, o desenvolvedor por trás de jogos de tiro como Border Down, Under Defeat e Senko no Ronde. Gradius IV utilizava gráficos poligonais bem de vez em quando, mas eles sào muito mais utilizados aqui, com cenários de tirar o fôlego e chefes de fase simplesmente fantásticos. O visual lembra bastante o Radiant Silvergun e Ikaruga, dois jogos de tiro anteriores da Treasure (e também dois dos melhores jogos de tiro já criados). Ele tem um estilo meio sombrio, com muitos tons de marrom metálico e cinzas. Alguns visuais são absolutamente fantásticos, especialmente o exércitos de “cores” Zelos flutuando sobre o planeta Gradius, mas muitas das fases não tem aquelas características que se esperam de um jogo da série. Em sua maior parte, as fases “temáticas” se foram. Existe uma fase bilológica, como nos jogos anteriores, mas é só isso. Até os moais não estão presentes. Comparado aos outros jogos da série, as fases são bem longas. Isso torna o jogo bastante longo, como um a partida completa até o fim durando cerca de quarenta e cinco minutos.

A primeira fase é uma estação espacial em órbita da Terra, e a segunda fase termina com um boss rush – bem cedo para um jogo da série Gradius. A quinta fase se passa em um campo de asteróides – algo bem clichê em jogos de nave, mas a tela fica absolutamente saturada de pedras voando por todo o lugar, quicando pela tela com um pouquinho de slowdown. A sexta fase se rotaciona para frente e para trás á medida que você avança, soltando um gás verde por todo o cenário. Este é com certeza o efeito mais impressionante, e também é a fase mais legal do jogo. A sétima fase é a costumeira fase da base inimiga. mas o que há de mais legal no Gradius V é o loop temporal.

A segunda fase começa com a abertura de um buraco negro. Duas naves voam por ali – uma nave de guerra enorme, e outra nave que é exatamente igual à Vic Viper. O piloto da outra Vic Viper instrui você à ajudá-lo a derrubar o seu alvo, então vocês dois se separam, seguindo rotas diferentes pela fase  -ele vai por cima e você vai por baixo. No fim da fase, você o ajuda à abrir a última porta, que leva à um monstro enorme, e você foge com a nave de guerra explodindo atrás de você.

O jogo continua até a oitava fase, onde você encontra algo bem estranho – a mesma nave de guerra que você destruiu anteriormente no jogo! Entretanto, isto requer que ela seja atacada de ângulos diferentes, e a sua nave apenas não daria conta da tarefa. Você resolve este problema transportando você e a nave inimiga de volta no tempo. É aqui que o círculo se completa e você encontra à você mesmo no passado, na segunda fase – só que desta vez, você vai pela rota de cima. E desta vez, você destrói o chefe, finalmente terminando o jogo.

A música também é bem diferente do resto da série. Ela foi composta por Hitoshi Sakimoto, que é mais conhecido por seus temas tensos de orquestra em jogos como Final Fantasy Tactics e Radiant Silvergun. Muito de seu estilo transparece aqui, especialmente com os tambores, mas a maioria das músicas são eletrônicas e sombrias. Na trilha não existem melodias fortes, mas ainda tem algumas batidas mais grudentas.

Quando o jogo começa pela primeira vez, a seleção de armas parece um pouco limitada – apenas quatro configurações, com powerups drasticamente limitados –  mas depois que você termina o jogo, você destrava uma variedade de armas, incluindo o clássico Ripple Laser, a Spread Bomb, o E-Laser do Gradius III e a volta da Fire Blaster do Gradius 2 do MSX. O que o Gradius V introduz de novidade é o controle de Options. Segurando o botão R1, você pode fazer os seus options fazerem coisas diferentes. O comando Freeze os mantém no lugar, permitindo que você focalize o seu poder de fogo. O comando Spacing faz com que eles se espalhem verticalmente, permitindo que seus ataques cubram uma área maior. O comando Rotate faz com que eles girem em volta de sua nave.

Mas de longe, o mais legal é o comando Direction. Quando você segura o botão R1, você para o movimento da sua nave, mas você pode mirar suas armas em qualquer direção. É muito bacana disparar os seus lasers e chicoleá-los pela tela com os direcionais analógicos, criando uma grande onda de destruição. Por mais legal que isso seja, isso meio que acaba com um dos princípios fundamentais do Gradius – o jogo sempre nos desafiou a equilibrar força e versatilidade, e o alcance limitado das armas da sua nave é algo que sempre esteve presente na série, e contribui bastante para a sensação claustrofóbica do jogo. Em Gradius V, não há necessidade de uma arma Double e mal há necessidade de mísseis – tudo o que você precisa é mirar os seus options e atirar. Você pode atirar em qualquer canto e acertar praticamente qualquer coisa na tela. Isso torna o jogo algo totalmente diferente – mas certamente isso não é algo ruim. Pelo menos isso deixa a experência mais dinâmica.

Apesar deste poder, Gradius V ainda está longe de ser um jogo fácil. A “hitbox” da Vic Viper foi reduzida, mas a Treasure manda mais tiros na tela por vez, especialmente na fase dos asteróides que mencionamos acima. Para compensar isso, o jogo empresta alguns aspectos de Salamander – principalmente a opção de auto-ressurreição, que vem ligada por padrão.Você pode ligar o sistema de checkpoints se preferir, mas a dificuldade é tão brutal – até mesmo no modo mais fácil – que o jogo fica desequilibrado, à menos que você realmente seja um mestre em Gradius. Ele também permite que você recupere os seus options depois de morrer. Há também um modo para dois jogadores, mas vocês precisam então dividir os options. Você também só conta com três créditos ao começar o jogo. À cada hora de jogo, você ganha um crédito extra, logo se você continuar jogando por tempo suficiente, voC6e eventualmente vai conseguir completá-lo.

As mudanças em Gradius V marcam uma evolução positiva para a série. Gradius Gaiden talvez seja melhor no que diz respeito ao design das fases, mas a opção de controle de options torna este jogo único, e definitivamente um dos melhores jogos de tiro no PS2.

A versão japonesa vem com um livreto detalhando a evolução da Vic Viper, completo com notas e desenhos. Algumas edições vieram com um DVD de bônus com vídeos e outros materiais promocionais. Isso foi incluído em quantidades bastante limitadas nos EUA como um bônus de pré-venda, chamado de “Gradius Breakdown”. 

Veja mais fotos de  Gradius V na galeria no fim deste artigo.

MP3s

Baixe Aqui

Universe
Battleship
Fortress
Impregnable Fortress

Vídeos

Gradius V Stage 1

Gradius V Intro

Galeria

Semana que vem: Gradius Rebirth!

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