Do Outro Lado da Cerca: Tandy 1000 HX

É difícil dizer que não exista um microcomputador antigo que eu não queira, mas de todos, sempre costumo fugir um pouco do PC pois grande parte das vezes acabamos por ter uma experiência “mais do mesmo”.

Sim, gosto de PCs bem antigos, mas de uns tempos pra cá comecei a observar a história de alguns clones da época e um em específico me chamou a atenção pelo seu design geral e história da plataforma: Tandy 1000 HX.

Histórico

Antes de chegar no micro que me interessou em si, farei alguns comentários sobre a origem da plataforma.

A plataforma Tandy 1000 nasceu em 1984, produzida pela Tandy Corporation, sendo um clone do PC Jr da IBM, que apesar de ter sido o micro originário, não conseguiu alcançar um grande sucesso devido a sua arquitetura fechada e simplista que a IBM planejou, não passando de uma mera versão econômica e severamente anêmica em relação a um “PC verdadeiro” da época, além de que os pontos fortes não foram bem explorados. O foco da IBM foi vender PCs para as massas a preço acessível, mas oferecer um micro limitado e com expansibilidade duvidosa (e cara) foi uma péssima empreitada. Mesmo na época, o valor de um PC Jr com todos os acessórios e expansões era mais caro que um PC-XT básico, o que não fazia sentido.

O segredo do sucesso do Tandy 1000 foi clonar o que era interessante e aperfeiçoar onde a IBM falhou. Desde a primeira versão da linha Tandy 1000 era possível expandir o micro usando placas de preço mais acessível e comuns ao mercado. Obviamente nem tudo é só alegria, muitas destas placas eram específicas para as diferenças de arquitetura da máquina, então não adiantava o usuário sair comprando qualquer placa ISA 8 bits padrão pois nem todas eram compatíveis, porém, em contrapartida os preços das expansões e das máquinas em si realmente eram mais convidativos, e tudo podia ser encontrado facilmente nas lojas RadioShack espalhadas pelo país (EUA), mas a tacada de mestre é que esta franquia é a própria Tandy Corporation!

Bom preço e facilidade em encontrar, este foi mais um ponto positivo muito importante para o nascimento da linha Tandy 1000.

Aproveitando as virtudes do PC Jr, o Tandy 1000 oferecia boas vantagens para o usuário da época, que ao invés de ser como os PC XT com suas 4 cores em CGA (texto em 16 cores) e som de 1 bit do PC Speaker, ele utiliza um gerador de áudio SN76489 da Texas Instruments, sendo o mesmo processador de som de 3 canais do console Master System, e um clone muito semelhante aos AY-3-819x dos micros MSX, ZX Spectrum 128 e Amstrad, e ainda por cima o seu padrão de vídeo é capaz de exibir até 16 cores, o máximo possível pela tecnologia dos monitores CGA. Quer mais? Boa parte dos modelos Tandy 1000 tem saída de vídeo composto também, permitindo a utilização de qualquer televisor comum como monitor.

Imagine a diferença para os amantes de jogos, não tinha como comparar os “pliques e ploques” do PC Speaker e tom “ecológico” dos monitores CGA fósforo verde ao mundo colorido e sonoro de um Tandy 1000.

Edição posterior: O IBM PC Jr é um micro de 16 bits internamente e 8 bits externamente, utilizando o CPU 8088 a 4.77 Mhz, característica esta semelhante ao primeiro PC XT, porém, o PC Jr vinha por padrão com apenas 128 Kb de RAM, sem HD. O primeiro modelo do Tandy 1000 também tinha estas características, mas vinha de fábrica com no mínimo 256 Kb de RAM. Vale lembrar também que o vídeo de ambos é compartilhado, comprometendo ainda mais a memória disponível. O Tandy 1000 EX e HX, bem como outros modelos, podem ter sua velocidade configurada para 4.77 Mhz ou 7.15 Mhz, utilizando um CPU 8088-2. Foram lançadas versões posteriores, como os Tandy 1000 SL, SL/2, TL, TL/2, TL/3, RL e RLX, que utilizavam processadores 8086 e 80286, mas a RadioShack insistiu em segurar o barramento externo em 8 bits, mantendo-se dentro da arquitetura XT. Somente a partir do modelo RSX a Tandy Corporation começou a fabricar microcomputadores plenamente compatíveis com o PC, partindo do CPU 80386SX (32 bits interno / 16 bits externo).

O destino brinca comigo…

Olhando o design do Tandy 1000 e alguns modelos superiores (TX, TL, RSX etc), é perceptível a cara de “ei, eu sou um PC”, então isso não me chamava a atenção, mesmo me agradando a ideia das 16 cores e som de 3 canais.

Porém, um dia qualquer em minhas pesquisas retrocomputacionais topei com a linha Tandy 1000 EX e HX, voltado para o mercado econômico e educacional. De cara seu design me atraiu, lembrando uma mistura entre um Amiga, um Apple II e uma pitada “alienígena”:

Esperando o momento certo, acabei achando um Tandy 1000 HX  sendo vendido “no estado” no Ebay por apenas US$ 22.50, mas estava um bagaço, faltando teclas e bem sujo. Não aguentei e acabei comprando, já que inexplicavelmente o vendedor me cobrou apenas US$ 50.00 de envio, com direito a rastreio e seguro, mas ainda faltava a “alegria” do imposto  brasileiro.

Para não ficar na mão, comprei um teclado avulso praticamente novo por US$ 39.99 (mais caro que o micro!) e o envio ficou em US$ 43.60. Para melhorar um pouco a performance aproveitei também e encomendei um CPU NEC V20 por US$ 5.00, vindo direto de Singapura, pagando US$ 4.00 de frete.

Ok, por enquanto a brincadeira para ter um bom Tandy 1000 HX tinha ficado no total de US$ 156.09… Mas aí o destino resolveu brincar comigo.

Curiosamente o teclado e CPU chegaram antes, pois passaram direto e não foram taxados (ufa!), mas minha surpresa aconteceu quando chegou a notificação dos correios para eu pagar o imposto do micro em si… R$ 500,00!

O quê? Paguei US$ 72.50 no total, era para eu pagar no máximo uns R$ 70,00 de imposto e me vem uma brincadeira destas?

Fiquei LOUCO, fui nos correios educadamente reclamar e graças a Deus eles foram muito prestativos e me entregaram o formulário para pedido de revisão. Sabe, nestas horas gosto muito de morar numa cidade pequena, pois em vários relatos de outras pessoas que pediram revisão, os profissionais dos correios chegavam a desmotivar a pessoa, aqui em minha pacata cidade de Santa Cruz do Rio Pardo fui bem atendido desde o primeiro momento, e até me ligaram em casa depois que o micro foi entregue para saber se tinha dado tudo certo com a revisão do imposto.

Vejam no fim das contas todo o trâmite que passei para conseguir o Tandy 1000 HX:

O teclado e CPU levaram 15 dias para chegar, já o micro demorou cerca de 30 dias, e sinceramente, TIVE MUITA SORTE!

Sorte? Sim, pois no pedido de revisão enviei todos as telas da negociação, desde o Paypal, Ebay e até mesmo a fatura ORIGINAL do meu cartão de crédito, casando o nome do usuário que recebeu e tudo mais. E não é que no fim das contas o fiscal foi legal e liberou SEM IMPOSTO ALGUM, mesmo passando da cota de isenção. É como diz o ditado: “há males que vem pra bem”.

Maravilha! Agora com o “kit completo” do micro “bagaçado”, teclado semi novo e CPU NEC V20, chegou a hora de instalar tudo.

Foram cerca de 10 parafusos só para tirar a tampa, quando eu lia por aí os gringos reclamando que o micro é chato para abrir e fechar, achei que eles estavam brincando…

Para abrir METADE da máquina, são mais de 14 parafusos, acho que passaram de 30 parafusos para chegar até a placa mãe só para trocar o CPU.

Mas tenho que dizer, o micro é muito bem construído por dentro, me transmitiu uma boa impressão desde o primeiro momento. Ponto para a RadioShack.

Há males que vem pra bem, de novo?

Quando finalmente consegui limpar e restaurar meu tão almejado Tandy 1000 HX, percebi que muitos dos jogos que eu gostaria de rodar não podiam ser executados com meros 256 Kb de RAM, que ainda para piorar descobri que a arquitetura do PC Jr usa memória compartilhada de vídeo, e o Tandy manteve esta característica, o que na realidade resultava em uma memória ainda menor para a execução dos programas.

Eu sabia que as expansões para a série EX e HX eram as mais complicadas de serem conseguidas, pois supostamente devido ao tamanho compacto destas máquinas, elas não usam slot ISA como os outros modelos de Tandy 1000, e sim um conector chamado “PLUS”, que nada mais é que um slot ISA com pinos INVERTIDOS usando uma conexão diferente:

Além de não rodar alguns jogos, alguns processos eram interrompidos ao acessar o drive de disquetes devido a ausência de DMA (acesso direto a memória), causando pausas em músicas ao acessar o drive e diminuindo a velocidade geral da máquina. Esta característica também pertence ao PC Jr, mas isso pode ser corrigido nos Tandy 1000 pois a expansão de memória contém o chip DMA.

Passado apenas dois dias com o micro em mãos, mais uma vez no Ebay consegui um achado, um Tandy 1000 EX sendo vendido já com a expansão de memória com 384 Kb (resultando em 640 Kb), e o detalhe, não havia nem 3 horas que o anúncio havia sido colocado no ar.

Não pensei duas vezes, infernizei um pouco o vendedor para enviar ao Brasil (pois o anúncio era EUA Only), e consegui o micro inteiro por US$ 75.00 e US$ 30.00 de frete (a modalidade mais econômica possível). O vendedor depois me avisou que tomou um susto ao enviar o micro, pois o envio ficou mais que o dobro (estranho), mas ele não se importou porque queria se livrar logo da máquina (para minha alegria!).

Agora vem mais uma surpresa do destino, o micro chegou milagrosamente em 15 dias, mas ao chegar notei um detalhe curioso na caixa, pois ela estava com a fita da Receita Federal, mostrando que foi conferida e aberta mas passou sem taxa do imposto, e realmente o pobre vendedor tinha razão, o envio tinha ficado em US$ 75.00 (iau!)… Então porque não fui taxado em cima de praticamente US$ 150.00??

Quando abri a caixa veio a resposta…

Imaginem minha cara ao ver isso…

Percebi que alguma coisa pontiaguda perfurou a caixa e causou o acidente, e pelo visto o fiscal abriu o pacote, percebeu a CAGADA, e deve ter pensado: –“Hum… O cara vai ficar muito puto quando ver isso e eu ainda vou taxar ele? Vou deixar passar porque ele já ficou no prejuízo”.

Tudo bem, quando abri o compartimento de expansão e vi a placa PLUS de 384 Kb, a raiva passou, comprei o micro devido a esta placa mesmo:

Mas como doía na alma ver o Tandy 1000 EX daquele jeito, acabei pacientemente colando PEDACINHO POR PEDACINHO do plástico, e mesmo que não tenha ficado bonito ao ver pela lateral…

… Até que visto por cima o resultado final ficou discreto:

No momento que vi o Tandy 1000 EX funcionando fiquei feliz, mas ao mesmo tempo triste pois seria difícil vendê-lo devido ao trincado e recuperar parte do investimento, pois a intenção era apenas em ficar com um deles (o HX).

Tudo bem, não fui taxado e consegui a expansão de memória que desejava… Mas o destino resolveu fechar com chave de ouro.

O amigo Marcus Garrett espontaneamente me enviou um e-mail perguntando se queria vender o Tandy 1000 que eu havia comprado a mais, pois comentei nas comunidades o caso. Na hora pensei: –“Ops, Deus está de humor tão bom assim comigo?”

Honestamente contei ao Marcus toda a história sobre a parte danificada, mostrei as fotos e acabei vendendo a ele o micro e gravando 20 disquetes com jogos, além de ter feito o melhor possível para deixar o visual da máquina apresentável, afinal, não podia fazer feio frente ao autor dos fantásticos livros “1983: O ano dos videogames no Brasil” e “1984: A febre dos videogames continua“.

Aproveitando, o Marcus fez um vídeo de chegada do micro, vale a pena assistir e conferir o som do Thexder.

Pontos negativos?

Que os micros Tandy 1000 HX e EX são bonitos, creio que qualquer retrocolecionador não poderá negar, mas há o lado que eu INOCENTEMENTE não esperava.

Apesar da máquina ser esforçada e além da velocidade ter aumentado cerca de 25% ao usar o CPU NEC V20 em conjunto com a expansão de RAM com chip DMA, ele não deixa de ser um microcomputador da classe XT, isto é, não dá para esperar uma performance fantástica mesmo com 7.15 Mhz.

Fiquei meio decepcionado em não poder rodar jogos como Altered Beast e Golden Axe, pois a velocidade fica insuportavelmente lenta. Para conseguir rodar estes jogos eu deveria ter ido atrás de um Tandy 1000 da série TL, que apesar de ainda usarem barramento de 8 bits e empregar a tecnologica do PC XT, é utilizado um CPU 80286 de 8 Mhz e o vídeo é mais rápido. Mas o detalhe é que não tenho interesse neles, pois por fora se parecem com um PC qualquer da época, ao qual sem dúvida não tem o charme dos Tandy 1000 EX e HX.

Mesmo o supostamente simples “Prince of Persia” chora consideravelmente para rodar no Tandy 1000 HX, mas dá para jogar ignorando os slowdowns aqui e ali.

Até tentei subir o clock do CPU, já que o NEC V20 que coloquei nele suporta até 16 Mhz, mas a arquitetura do micro não permitiu que eu brincasse com o clock com tanta facilidade assim. Quem sabe futuramente faço um adaptador para encaixar um slot ISA 8 bits (sim, isso é possível) e eu crie CORAGEM para pagar uma barbaridade em uma aceleradora 286 para PC-XT… Mas sinceramente, acho que esse dia não vai chegar.

Falando em adaptação para slot ISA, muitos usuários recorriam a isso para instalar discos rígidos padrão RLL ou MFM, pois são raras as placas IDE que rodam em alguns modelos Tandy 1000 devido ao direcionamento de IRQs ser diferente do padrão do PC-XT e AT.

Apesar dos jogos de PC-XT rodarem muito bem, mesmo com suas 4 estranhas opções de paleta de cor, mais uma vez devido a diferença de arquitetura achei uma pena a troca de cores na execução dos jogos que usam o modo especial para vídeo composto do CGA (160×200 com 16 cores), pois apesar do Tandy 1000 ser compatível com CGA, seu processador de imagens não é idêntico ao chipset das placas de vídeo CGA. Veja aqui por exemplo a MS Pac Man na cor ciano:

Talvez haja algum programa residente ou patch para resolver esta discrepância nas cores, mas fiz diversas pesquisas e não encontrei nada a respeito ainda.

Mas e as vantagens?

Diferente do Tandy 1000 EX que dá boot pelos disquetes e as configurações podem ser alteradas somente pressionando as teclas F1 a F4 no boot, o Tandy 1000 HX tem um boot de apenas 2 segundos pois o DOS é em ROM, e ele possui uma EEPROM que armazena a configuração do vídeo, busca pelos arquivos AUTOEXEC.BAT e CONFIG.SYS nos discos externos, tipo de energia (50 ou 60 Hz), linguagem etc.

Lendo a respeito da performance fraca, dá a impressão de que o micro é capaz de rodar somente jogos muito básicos, mas fiz uma pequena lista do que rodou legal na máquina usando sua capacidade extra (16 cores e 3 canais de som) em sua “configuração top” (640 Kb e CPU NEC V20) sem partir para modificações extremas. Segue abaixo a lista do que testei e gostei:

  • Arkanoid II
  • Barbarian II
  • Black Cauldron
  • Block Out
  • Bubble Bobble
  • Budokan
  • Chuckie Egg
  • Cool Croc
  • Demon Stalkers
  • Emotion
  • Gauntlet II
  • King’s Quest I e II
  • Maniac Mansion Enhanced*
  • Marble Madness
  • Neuromancer
  • Obliterator
  • Prince of Persia*
  • Rampage
  • Rick Dangerous
  • Round 42
  • Silpheed*
  • Space Quest I e II
  • Street Rod*
  • Thexder
  • Zeliard

* Há um pouco de slowdown

Dos títulos acima, é impossível não destacar o maravilhoso Zeliard, que é um RPG adventure que me lembra muito os jogos do Master System, desde os gráficos usando o modo Tandy até a música. O canal do YouTube “Lazy Game Reviews” também concorda com esta afirmação, deixando claro que mesmo o jogo tendo opções para Sound Blaster, MT-32, VGA e afins, ele se encaixou melhor na execução em um Tandy, tanto que o jogo foi avaliado neste modo no vídeo abaixo:

Apesar de ser possível exibir as imagens em televisores, não tenho como negar que ao usar um monitor CGA colorido a diferença é gritante. Tenho um monitor Samsung CGA Color de 14″ encostado desde 2003, praticamente sem utilidade, esperando o seu dia chegar… E o dia chegou. Creio que neste caso imagens falam mais do que mil palavras:

Ok, só achei meio estranho que o “Prince of Persia” está um pouco “bronzeado”, mas de resto, é muito legal ver de perto scanlines verdadeiros.

Como o padrão da saída do Tandy é RGB TTL, qualquer monitor que rode a 15 Hz e aceite este padrão poderá se beneficiar das vantagens desta saída.

Um sistema interessante específico para o Tandy é o Personal Deskmate, que seria quase como um Windows 2.0, contendo planilhas, calendários, agendas, editores de texto, som e imagem, entre outros programas que podem ser incorporados ao ambiente:

Uma vantagem excelente é que a saída de som do próprio micro tem um volume alto e de boa qualidade, com direito a controle de volume e saída para fone de ouvido:

Não sendo uma vantagem, a saída proprietária de joystick usa conectores DIN de 6 pinos e segue o padrão Tandy, isto é, pode ser usado controles analógicos dos TRS-80 e Coco também, além do controle oficial do Tandy 1000, que é esteticamente idêntico ao do PC Jr e muito parecido com os controles usados nos micros Apple II.

Para melhorar a compatibilidade, li em vários fóruns usuários mencionando que é possível adaptar diretamente os joysticks de gameport PC, pois a leitura é idêntica e não precisa de nenhum componente extra para ajustar os eixos.

Não posso me esquecer de elogiar o teclado. Apesar da posição esdrúxula das teclas (como o ALT que fica ao lado direito do Backspace), a digitação é muito macia e jogar nele é uma experiência muito satisfatória. Ele é tão suave que às vezes o personagem na tela disparava o movimento porque eu não percebia que estava apertando a tecla, nunca senti isso em qualquer outro micro.

Um detalhe bem curioso é que como o micro era voltado também para ser usado em salas de aula, ele tem ao lado esquerdo uma trava retrátil anti furto, que é de metal e presa ao eixo principal de sustentação do micro e teclado:

Mas o Tandy 1000 HX não é só feito de imagens e peculiaridades, o som para os saudosistas é um prato cheio, porém, acho uma pena não ter uma galeria tão vasta de jogos que usem o seu processador de som, pois alguns usam a imagem em padrão Tandy, mas o som do PC Speaker (ah não, meus ouvidos!).

E para dar a sensação real, abaixo seguem várias músicas e links em MP3 gravados diretamente do hardware da máquina, mas antes deixo claro que estes sons não foram gravados por mim.

  • Codename: ICEMAN
    • Pentagon (efeitos interessantes de reverb)

Conclusão

Creio que apesar dos sustos, altos e baixos, toda esta aventura valeu a pena e tenho uma máquina bem interessante. Apesar dela não ser rara na terra do Tio Sam, não é tão fácil encontrar uma que esteja sendo vendida simultaneamente com um bom preço e bom estado. Ou você se sujeita a pagar caro num Tandy 1000 intacto, ou paga barato em algo sujo e com chances de não funcionar.

Absolutamente não tenho do que reclamar, o Tandy 1000 HX provê uma experiência retrocomputacional completa e ainda por cima mantêm uma ótima compatibilidade com o PC, permitindo a utilização de linguagens como Turbo C, Turbo Pascal e até o saudoso Quick Basic sem nenhum tipo de limitação agressiva.

Enfim, posso recomendar sem medo esta máquina aos saudosistas e retrocolecionadores, pois apesar de ainda ser um PC, a sensação transmitida em sua utilização é algo bem agradável e confortável graças a suas peculiaridades interessantes.

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