Companhias Coreanas de MSX – Parte 3: Zemina (Parte 2 de 3)

Artigo originalmente publicado no site Hardcore Gaming 101, traduzido para o português pelo site MSX Resources, sob autorização.

Este artigo é a parte 2 de 3 referente à Zemina – confira a parte 1 aqui.

재미나 Zemina / 새한상사 Saehan Sangsa

Jogos (cont.):

슈퍼 버블버블 (Super Bubble Bobble) – MSX, Master System (Setembro, 1989)

Capa de Super Bubble Bobble

Basicamente o mesmo que o New Boggle Boggle, só que com novas fases. Ou na verdade velhas fases, já que desta vez elas foram copiadas diretamente do jogo original. Mas a posição dos inimigos é diferente, e tem as mesmas falhas do port anterior.

Confira fotos do gameplay de Super Bubble Bubble na galeria no fim deste artigo.

용의 전설 (Yong-ui Jeonseol) / The Three Dragon Story – MSX, Master System (Outubro 1989)

Capa de The Three Dragon Story

Numa olhada rápida, este parece ser um clone do jogo Knightmare da Konami, mas ele foi melhorados em praticamente todos os aspectos, com exceção de um. Droga, este poderia ter sido um jogo incrível para MSX.

Os gráficos são todos novos, mas entregam facilmente de onde eles foram inspirados, como o elmo do herói, que aqui é um powerup. Existem dez armas e vários outros ítens para serem descobertos, que podem ser encontrados em caixas invisíveis, que podem ser descobertas ao atirar nelas. Várias armas podem ser carregadas ao mesmo tempo e trocadas quando necessário.

Existem vários tipos de inimigos, chefes legais e fases. Diferente de Knightmare, o jogador tem uma barra de energia que o torna capaz de levar cerca de quatro ou cinco golpes. Existe também uma barra de força, que pode ser aumentada para aumentar o poder da arma, mas cada golpe inimigo a diminui mais rapidamente que a barra de energia.

Então, qual é problema? O jogo é absurdamente difícil. Ele coloca o difícil da Nintendo, dos jogos antigos e qualquer outro tipo de dificuldade para trás facilmente. Qualquer pessoa que seja capaz de passar mesmo do primeiro chefe sem usar cheats pode ser considerado um deus – a luta é um “Bullet Hell”, anos antes mesmo do termo ter existido, o inimigo precisa levar uma centena de golpes, ele acelera mais que o Papa-Léguas á medida que vai morrendo, e cada tentativa frustrada leva o jogador de volta ao começo do jogo, já que vidas extras e continues não existem neste jogo.

Isso é realmente uma pena, já que este poderia ter sido um fantástico jogo de tiro. Este também foi desenvolvido pela dupla Lee Kyuhwan / Lee Sanghun. Isso me faz pensar o que poderia tê-los feito escolher este tipo de “balanceamento” para o jogo.

A arte da capa deve ser familiar para os antigos jogadores de Dungeons & Dragons, já que foi copiada descaradamente da capa do lívro básico.

Confira fotos do gameplay de The Three Dragon Story para Master System na galeria no fim deste artigo.

뉴 보글보글 2 (New Boggle Boggle 2) – MSX, Master System (1989)

New Boggle Boggle 2 - 1

“Três vezes pra dar sorte”, deve ser o que a Zemina e o time MbitM devem ter pensado, e assim fizeram  mais uma versão de Bubble Bobble, desta vez com 150 fases.

New Boggle Boggle 2 - 2

삼각의 비밀 (Sagak-ui Bimil) / Block Hole – MSX, Master System (1990)

Block Hole - 1

Block Hole é algo especial no portfolio da Zemina. lançado em 1990, eles estavam praticamente correndo contra a Konami por um port do seu misto de Tetris com jogo de tiro, o Quarth. Mas já que a a Konami já havia á tempos mudado se foco para o MSX2, a melhor aposta para a Zemina seria uma versão para a primeira versão do computador. Naturalmente, os gráficos e som são muito superiores na versão oficial, e os controles são mais responsivos, mas a versão da Zemina tem seus méritos. Ela oferecia um modo adicional para 2 jogadores, ondes ambos os jogadores poderiam atrapalhar um ao outro, diminuindo o tamanho do campo de jogo do oponente. A jogabilidade em si era similar, mas não era incomum perder a partida por causa dos controles piores.

Block Hole - 2

독수리5형제 (Doksuri 5 Hyeongje) / Eagles 5 – MSX, Master System (Julho, 1990)

Por volta de 1990, os desenvolvedores aparentemente já estavam conheciam bem a programação para MSX, e alguns jogos bem sólidos foram criados naquele ano. Eagles 5 não ganharia nenhum concurso de beleza, mas faz um ótimo uso das capacidades da máquina. Um monte de coisas acontece na tela ao mesmo tempo, tudo se move com fluidez, e apesar de haver algum slowdown ou flickering ocasionais, eles são mínimos. Há uma tonelada de inimigos diferentes, mecânicos, biológicos e geométricos. O fundo imutável do espaço é um pouco monótono, entretanto.

Capa de Eagles 5

Não apenas o jogo sabe o quanto pode exigir do MSX1, mas também o que exigir do jogador. O jogo é difícil, mas não de forma absurda. Os inimigos não poupam munição e atacam em esquadrões completos, mas a nave do jogador é protegida por um escudo recarregável, e com a quantidade certa de upgrades de velocidade, desviar dos tiros fica fácil. Os chefes são quase fáceis demais, e apesar de terem sprites exclusivas para cada um, se comportam mais ou menos da mesma maneira.

O nome do jogo vem da versão coreana da série de anime Gatchaman e usa os seus personagem na arte gráfica do jogo, mas dentro do jogo se refere aos 5 níveis de upgrade que as armas da nave podem receber. Cada tiro recebido diminui o nível dos sistemas de armas, e apenas no quinto e último nível eles ficam travados até que a nave seja destruída. Assim como em The Three Dragon Story, morrer apenas uma vez termina imediatamente o jogo.

O jogo é creditado à uma misteriosa sigla – GNG, que não foi identificada ainda. Entretanto, há evidência de que o jogo foi também desenvolvido pelo time MBitM.

Confira fotos do gameplay de Eagles 5 na galeria no fim deste artigo.

제비우스 (Xevious) / The Micro Xevious – MSX, Master System (1990)

The Micro Xevious - 1

Outro jogo que só foi oficialmente lançado para MSX2. Humildemente sub-entitulado de “The Micro Xevious”, é baseado na versão arcade, mas obviamente não pode fazer muito para imitar as suas qualidades. Assim como a maioria das conversões para 8 bits, o jogo foi rearranjado e teve alguns de seus elementos removidos. A execução técnica desta vez não é muito boa, com um bom número de falhas. O pior é o scrolling, que é passo-a-passo, como em Knightmare ou The Three Dragon Story. Isso até que funciona bem, quando o jogador controla um cavaleiro à pé, mas fica bem estranho num jogo de tiro futurista, onde espera-se que a nave se mova com fluidez. Dois tipos de música podem ser escolhidas. “Original” é o mesmo terrível loop de 1 segundo da versão arcade, enquanto “Special” é uma melodia bem bacana.

The Micro Xevious - 2

Galeria

Continua na parte 3, em breve!

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3 Respostas para “Companhias Coreanas de MSX – Parte 3: Zemina (Parte 2 de 3)

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